Posts Tagged ‘privacidade’

frágil

04/01/2014

texto publicado na minha coluna do Segundo Caderno do Globo em 03/01/2014

Continuando de onde parei em 2013. Dizem que as listas das empresas que pagaram propinas para a “máfia do ISS paulistano” contêm mais de quatrocentos nomes de construtoras, hospitais, igrejas. Qual a razão para nenhuma delas ter denunciado o esquema? Fico mais impressionado com outro número: em artigo para a New York Review of Books, Alan Rusbridger, editor do The Guardian, sugere que cerca de 850 mil (VER NOTA NO FINAL DESTE TEXTO) funcionários, terceirizados ou não, da NSA, a agência de segurança nacional dos EUA, tinham acesso aos documentos secretos vazados por Edward Snowden em furo do seu jornal britânico. Um segredo compartilhado por quase 1 milhão de pessoas continua top secret? Não importa: o que espanta é constatar que, mesmo ao ver autoridades jurando no Congresso que um programa de espionagem como o Prism não existia, só Snowden tenha colocado a boca no trombone.

Explicação otimista: os outros funcionários da NSA que sabiam da existência do programa, e continuam silenciosos, confiam piamente na necessidade e eficácia da espionagem para a prevenção de atentados terroristas. Melhor ainda: eles têm acesso a outros documentos que provam que muitas tragédias já foram evitadas por causa desse controle “apenas de metadados” proporcionado pelo Prism. Estranho que nenhum desses casos tenham vindo a público para a defesa da NSA. Devem ser documentos mais secretos ainda, cuja revelação tornaria mais fáceis futuros atentados e assim por diante.

Talvez o acesso a essa informação extremamente sigilosa tenha sido o fator crucial para fazer o próprio presidente Obama mudar sua opinião sobre a necessidade desse tipo de espionagem. Como mostra um detalhadíssimo artigo de Ryan Lizza, correspondente em Washington da revista New Yorker, um dos maiores críticos dos programas de vigilância da era Bush foi o senador Obama. Como explicar que não tenha conseguido impedir o avanço do Prism, que desobedecia até as diretrizes do tribunal secreto que tem função de vigiar a vigilância? Na investigação de Ryan Lizza, um momento decisivo para o presidente foi a tentativa de atentado de estudante nigeriano, armado com bomba produzida no Iêmen na cueca, em voo de Amsterdam para Detroit no Natal de 2009. O Centro Nacional de Contraterrorismo foi criticado por não ter detectado previamente a possibilidade de ataque. A Casa Branca não queria nem pensar na possibilidade de ser acusada de despreparo e incapacidade para defender seu país. Isso para não dizerem depois que o presidente foi o culpado? Somos todos vítimas de uma cueca quase assassina? Tudo é tão frágil assim?

Provavelmente ninguém tem todas as informações para saber realmente o que está acontecendo. É desgoverno de todos contra todos, em nome da segurança de todos. O texto de Alan Rusbridger faz outras revelações assustadoras. Por exemplo: membros do gabinete do primeiro-ministro britânico, inclusive aqueles que participam das reuniões semanais do Conselho de Segurança Nacional, também só souberam da existência do Prism depois dos vazamentos de Snowden. O pior: eles estavam discutindo a implantação de um programa semelhante que custaria quase dois bilhões de libras.

Outra: alguém “very senior” em megacorporação da Costa Oeste dos EUA confidenciou para Alan Rusbridger que nem seu CEO tem autorização para saber que tipo de acordo sua companhia faz com o governo. O editor do The Guardian perguntou: “Então é uma companhia dentro da companhia?” Resposta evasiva: “Eu conheço o cara, confio nele.” E nós, que devemos usar os serviços da tal megacorporação, também confiamos? É tudo uma questão de confiança: os caras sabem o que estão fazendo e tudo isso, inclusive o fato de não podermos saber de nada, é para nossa proteção? Tem alguém cuidando de tudo, ou o piloto, apesar de não ter sumido, é somente um ator fingindo que tem o controle do avião? Repito a pergunta, que pode ser ingênua, pois sei que não sei de nada: tudo é tão frágil assim?

Os governantes querem manter a pose, fingem não estar por fora, ou querem dizer que confiam nos caras que tomam as decisões. Alan Rusbridger, que nasceu na extinta Rodésia, participou de interrogatório trágico no parlamento britânico. O deputado e coordenador do comitê de “Home Affairs” Keith Vaz, que ganhou esse sobrenome lusitano de pai de Goa, achou que por ter nascido em Aden teria legitimidade para perguntar: “Você e eu nascemos fora deste país. Eu amo este país, você ama este país?”

De volta ao Brasil: “ame-o ou deixe-o”. Lembro também dos primórdios da nossa política de informática, com a Coordenação das Atividades de Processamento Eletrônico, de 1972, depois ligada ao Conselho de Segurança Nacional. Vanguarda?

NOTA: Alguns leitores do Globo já me escreveram achando esse número (850.000 pessoas) exagerado. Também achei, e foi meu espanto que me levou a escrever este texto. Não sei como Alan Rusbridger chegou a esse número, nem quem são suas fontes. Mas o “850.000” não aparece apenas no artigo da New York Review of Books. Reaparece, por exemplo, nesta carta que Alan Rusbridger escreveu para Julian Smith, membro do parlamento britânico, e na transcrição oficial de seu testemunho oral no mesmo parlamento britânico. Acredito que um editor de jornal da importância do The Guardian, com as fontes que tem, não vai citar um número assim nesse tipo de situação (no Parlamento) se não tiver o mínimo de certeza sobre o que está falando. Além disso, pesquisei e não encontrei contestação oficial desse número. Meu engano pode ser ter pensado que todos são funcionários, mesmo terceirizados, da NSA. Se não forem todos funcionários, ou com alguma ligação formal com a NSA, quem são? Nossa situação seria bem mais frágil. Quem manda nessa gente toda?

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aprendendo a viver sem privacidade

17/08/2013

texto publicado na minha coluna do Segundo Caderno do Globo em 16/08/2013

Semana passada, o presidente Obama anunciou plano para tornar mais transparentes os serviços de espionagem dos EUA. Um documento com “sugestões para um maior equilíbrio entre segurança nacional e liberdades individuais” deve ficar pronto até dezembro. Não será tarde demais? Antes, privacidade na internet era assunto de especialistas; agora caiu na boca do povo. Muita gente perdeu a inocência e deve estar imaginando que não há volta: senha é coisa do passado. Vamos levar a imaginação a sério? Como seria viver sempre em público?

Rudy Rucker – tento sempre divulgar sua ficção científica nesta coluna – é uma das pessoas com imaginação mais fértil no mundo hoje. Ele fez o exercício para nós: seus livros “Postsingular”, de 2007, e “Hylozoic”, de 2009, descrevem mundo onde não há trocas de informações ou mesmo pensamentos privados. A vida fica mais ou menos divertida, mais ou menos democrática? A transparência deixou de ser palavra da moda e virou condição inescapável. Qual a vantagem?

Eis o cenário de Rucker: em “Postsingular”, obviamente, a singularidade – transformação tecnológica que cria a inteligência artificial – já aconteceu. Em 2035, um programador solta na atmosfera – primeiro da Califórnia, é claro – nanomáquinas, chamadas “orphids”. Elas se reproduzem automaticamente, uma em cada milímetro quadrado da Terra, formando grande rede de computação quântica, em comunicação direta com nossos cérebros, que não precisam mais de interface para interagir com bancos de dados e outras pessoas. Consequência: todo mundo pode saber tudo o que os outros seres humanos estão pensando.

Claro que tal situação é também desafio literário. Nas volumosas notas de “Hylozoic” (há ainda, disponível na web, suculento PDF com detalhes sobre a escritura de “Postsingular” – Rucker é militante na quebra de privacidade de seu processo criativo), encontramos o seguinte dilema: “tramas dependem das pessoas iludindo ou surpreendendo umas às outras. Poderia haver intriga num mundo da informação perfeita?” A resposta é um cauteloso “talvez”.  Rucker lembra que, no xadrez entre grandes mestres, capazes de deduzir com precisão o plano de seus oponentes, as partidas podem continuar emocionantes. “Se eu tenho informação perfeita sobre todo mundo na minha vida real, e se eles reciprocamente sabem ler meus pensamentos – mesmo assim alguns desenlaces podem ser imprevisíveis.” Seu raciocínio recorre a conto de fada pós-singular: dois rivais cortejam uma única princesa, conhecem os planos um dos outro e podem acompanhar em tempo real o resultado de suas estratégias na mente da amada; porém, só no último segundo eles e a princesa vão saber realmente quem será o escolhido. Em outras palavras, mais bombásticas (que não sei se seriam aprovadas por Rucker): podem acabar com a privacidade, mas isso não é garantia de uma sociedade sem terrorismo.

Novos terrorismos serão criados. Logo aparecerão inteligências artificiais capazes de “crackear” a rede dos “orphids”, produzindo tipos letais de cibervírus e “malwares”, ou simplesmente bombardeando os cérebros da população com publicidade (inclusive política) não solicitada. Além disso, mesmo com auxílio de “bots”, ninguém poderá prestar atenção em tudo ao mesmo tempo. Teremos ainda que escolher as aventuras sexuais que queremos bisbilhotar. Personagens centrais no enredo de Rucker ganham suas vidas como estrelas de reality show, bem real. Quando alguém espiona suas vidas vê cada ato acompanhado pela marca flutuante do patrocinador.

(Em seu conto mais recente, publicado no final de junho a pedido do Institute for the Future (que anda estudando a “internet das coisas”), Rucker coloca em cena um sapato feminino que dedura o caso extraconjugal que sua dona está tendo. Que sina: além dos governos, nossos objetos vão espionar nossa vida. Imagine a geladeira nos dando choque, e nos denunciando para o plano de saúde, a cada vez que sairmos da dieta médica.)

O sistema político pós-privacidade também é bizarramente curioso. Democracia direta radical. Cada cidadão é obrigado a votar em tudo que o congresso discute. Há dias em que são eleições, plebiscitos e impeachments por segundo. Ninguém consegue fazer mais nada. Ganha quem melhor manipula a opinião pública, que a transparência total não consegue tornar previsível.

Seres alienígenas (eles sempre existem) tentarão acabar com a imprevisibilidade do real. Thuy, a heroína viet-californiana, percebe: “O mundo está agindo como um videogame bunda mole. É quase como se a gente tivesse sido comida pelas nanomáquinas e transformada em ‘sims’.” O mal vence? Não estragarei a surpresa de ninguém. Mas posso garantir: o final é imprevisível.

honestidade

10/06/2011

texto publicado no caderno Mais! da Folha de S. Paulo em 06-09-2009

Governos de vários países estão criando leis para que suas alfândegas possam apreender computadores com softwares, músicas e filmes “piratas”. Estou tranquilo: não há nada não autorizado em meus hard disks. Mesmo canções: escuto aquelas que seus autores disponibilizaram livremente na rede. Ou pago por imagens, sons, textos, códigos quando avalio que o preço é justo. Caso contrário, parto para outra: há uma abundância de material interessante para se baixar legalmente e de graça por aí.

O problema é que, cada vez mais, tenho me sentido punido – ou tratado como otário – justamente ao agir dentro da lei, e mesmo depois de pagar para ter acesso a determinados bens protegidos por leis que dizem defender criadores/autores/ artistas.

Para entender o patético do meu empenho na honestidade, vale a pena narrar um episódio recente, cheio de lições morais bem contemporâneas.

Vladimir Jankélévitch foi filósofo e também pianista. Numa de suas melhores entrevistas, as respostas eram dadas tanto pela fala quanto por interpretações de obras de seus compositores favoritos: Debussy, Fauré, Ravel. Tenho uma transcrição de suas palavras, interrompidas por trechos de partituras, publicada em livro nos anos 80 [“Vladimir Jankélévitch”, em francês, ed. La Manufacture, 1986].

Meu exemplar está com páginas soltas de tanto que foi relido. Volto sempre a momentos como aquele em que Jankélévitch declara que gosta mais da luminosidade de Tolstói do que dos subsolos de Dostoiévski: “Estar em plena luz, na evidência, na presença total, quando as coisas estão imóveis no ar do meio-dia, é lá que o mistério é mais perturbador”.

Ou a resposta sobre a nostalgia: “O tempo revela o charme das coisas sem charme. É por isso que o tempo é poeta. Só os poetas e pintores são capazes de conhecer de imediato o charme do presente. […] Utrillo pintava um poste ou um muro num subúrbio sórdido… e isso fazia sonhar. O que os poetas e pintores sabem traduzir no presente, o tempo o traduz para nós que não somos nem pintores nem poetas. É o tempo que é poeta para nós”.

Queria comprar uma nova edição do livro. Procurei nas lojas da internet: acho que está esgotado. Lembrei que a entrevista tinha sido gravada originalmente para o rádio. Conseguir uma cópia do arquivo sonoro seria fenomenal. A conversa começa com Jankélévitch afirmando que seu meio de expressão é o oral (“meu negócio não é a escritura”). O áudio apresentaria também seu piano. Fui então parar no site do Instituto do Audiovisual (INA) francês, que anda digitalizando e vendendo o acervo das TVs e rádios públicas como a France Culture. Só havia trechos da entrevista que procurava. Descobri que o que foi publicado no meu livro era um remix de várias entrevistas.

Como resultado da busca, encontrei o vídeo da edição de “Apostrophes”, com Jankélévitch (não) respondendo à pergunta “para que servem os filósofos?”. Resolvi baixar para ver o programa completo. Custava 5 euro (R$ 13). Caro para algo que, se não me engano, foi pago pelo dinheiro público francês há décadas. Mas sei que o trabalho de digitalização e disponibilização desse tipo de acervo não é barato, nem simples.

Resolvi colaborar. Fiz meu cadastro e a compra. Sempre receamos passar dados para novos sites, que não sabemos se são realmente seguros. É questão de confiança: esperamos que seus administradores vão ter cuidado com as informações. Mas mesmo tendo fornecido até o número do cartão de crédito, logo descobrimos que o INA não confia no comprador.

Não tinha sido informado (ok, não li com atenção os termos de uso) de que precisaria baixar outro programa para ver o vídeo já pago. Resultado: novo cadastro em outro site desconhecido e a obrigação de instalar um programa no qual também precisamos confiar (temos mesmo a certeza de que o programa não vai transmitir informações de nosso computador para sua empresa?). E, depois disso tudo, antes de ver o vídeo ainda somos obrigados a ultrapassar uma mensagem policial nos ameaçando com o aviso de que o arquivo contém uma marca d´água digital que nos identificaria caso seja utilizado ilegalmente. Somos tratados todos como potenciais bandidos, como piratas de vídeos filosóficos.

Não vi a entrevista, indignado. A mesma indignação moral que me causou outra compra também motivada por Jankélévitch. Na entrevista-remix de meu livro despedaçado, ele conta que chora ouvindo música, e que as lágrimas sempre acompanham qualquer audição de “L´enfant et les sortilèges”, de Ravel.

Outro dia, numa das poucas lojas de discos que nos restam, deparei com uma nova gravação dessa obra, com a Filarmônica de Berlim conduzida por Simon Rattle. Comprei, apesar do preço extorsivo (três vezes mais do que no exterior). Estou virando quase uma central de filantropia para modelos de negócios artísticos decadentes.

Na capa, dizia ser um OpenDisc: “Insira este CD no seu computador para acessar o EMI Classics Club. Acesse material bônus, sessões de escuta exclusivas e mais”. Claro: o acesso não é imediato, apesar do preço que pago pelo CD físico. É preciso fazer o cadastro, é preciso concordar com a política de privacidade e termos de uso sinistros. O “disc” não tem nada de “open”. Como ninguém lê esses contratos, vou transcrever aqui algumas passagens. Tudo começa aparentemente “do bem”:

“O OpenDisc respeita sua privacidade. Para atendê-lo(a), precisamos coletar algumas informações pessoais. Nós nos preocupamos em proteger essas informações. Veja abaixo nossos compromissos em seu favor”.

Para ver os compromissos – “em nosso favor”–, precisamos clicar em vários links. Com que finalidade as informações são coletadas? “Essas informações são essenciais para nós, bem como para o artista e para a gravadora, para que forneçamos para você serviços com qualidade e que o conheçamos melhor.” E ainda: “Ocasionalmente, usaremos suas informações pessoais para convidá-lo(a) a participar de pesquisas e concursos para medir a sua satisfação”.

Papo furado. Quem disse que eu quero ser conhecido melhor ou convidado para qualquer coisa? CEP e data de nascimento não são necessários para o serviço de ver vídeos e ouvir música. Eles me obrigam a me tornar conhecido, arquivando meus dados. É o preço que pago para ter acesso ao material que me foi propagandeado como “bônus” ou “aberto”.

A política de privacidade, que na realidade impõe a abdicação da minha privacidade, diz também que minhas informações não serão fornecidas para terceiros, mas podem ser enviadas às subsidiárias da gravadora em todo o mundo. Eu tenho que confiar nessas subsidiárias todas, que nem sei quais são. E a recíproca não é exatamente verdadeira. Sou tratado com extrema desconfiança: tanto que não posso reproduzir, “em qualquer meio”, o conteúdo a que tiver acesso.

Desisti de ter acesso. Como desconfiam de mim, vou desconfiar também. Não sou ingrato. Pelo contrário: tenho enorme gratidão pelos momentos de intensa alegria e iluminação cultural que me foram proporcionados pelo trabalho das grandes gravadoras. Acho que as gravadoras também deveriam me agradecer: fui consumidor ideal, comprei milhares de discos (e comprei o mesmo disco várias vezes: em vinil, em CD…), ajudei a divulgar a carreira de muitos artistas etc. Mas tudo tem limite.

É pena ver uma história de criação tão rica terminando de modo tão mesquinho, com o público sendo tratado tão mal, até por políticas de privacidade tapeadoras. Quem paga é feito de bobo. Essas políticas parecem querer nos ensinar que a honestidade “não compensa”.

Será muito difícil perceber que tudo isso é suicídio comercial, é perda de credibilidade total? Volto à filosofia moral de Vladimir Jankélévitch. No seu livro “O mal”, ele identifica uma gradação da malvadeza. A falta é um acidente, uma negligência: pode acontecer com todo mundo. Já o vício “é o movimento da falta, continuado e tornado crônico” – o vício está para a falta assim como a paixão para a emoção momentânea. Mas ainda pode ter cura.

Já a méchanceté (maldade, ruindade…) é o baixo absoluto, o zênite do mal, uma “qualificação do caráter”, algo que toma conta da totalidade da pessoa. Aí não tem mais jeito… Diante da cultura digital, muitas empresas já cometeram muitas faltas, se tornaram viciadas nessas faltas e por isso estão se transformando em marcas (brands, encarnações etc.) da maldade, afastando mesmo quem se empenha em seguir todas as regras.

Ler Jankélévitch deveria ser obrigatório para seus diretores e advogados. Começando com os livros “A má consciência” e “A mentira” até chegar, quem sabe, no “Tratado das Virtudes”, que está completando 60 anos de sua primeira publicação.


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