Archive for the ‘Brasil’ Category

bambu espelho

20/05/2018

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aeons, erebons e outras coisas mais

04/03/2018

Outro podcast preferido pelos habitantes da minha bolha: Into the impossible, do Centro Arthur C. Clarke para a Imaginação Humana, localizado na Universidade da California em San Diego. Mas não estava conseguindo entender nada do episódio mais recente, com Roger Penrose falando sobre “dark matter”. Não era culpa do meu inglês ruim, nem de meus pobres conhecimentos de física e cosmologia. Nem do fato de geralmente escutar podcasts enquanto corro. Essa palestra precisa ser vista. Ainda bem que há seu registro no YouTube. Não que tenha passado a entender tudo, mas pelo menos a experiência fica bem mais divertida.

Não conhecia a tecnologia que Penrose usa para ilustrar suas palestras. Agora sei que é sua marca registrada (e sempre fico deslumbrado com a internet: quantos vídeos de outras de suas palestras para ver no futuro!): transparências manipuladas sobre uma mesa e projetadas no telão, tudo de forma charmosamente atabalhoada (não sei o quanto a confusão é ensaiada). Em um momento, ele diz não gostar do termo “dark energy”: não seria bem uma energia, e na verdade seria transparente. Então seja lá o que isso for, é uma “força” que embaralha suas transparências, gerando sempre um suspense animado: será que Penrose vai mesmo encontrar a próxima?

Bem, poderia ficar “aeons” aqui viajando na sua teoria dos “aeons” do universo, e como eles podem se comunicar uns com os outros através de “novas partículas” batizadas de erebons… Minha imaginação ficou bem agitada com descrições de colisões de buracos negros e outros eventos que acontecerão neste e nos próximos universos, muitos “googol” (não Google) anos para frente ou para trás. Mas prefiro mudar de assunto… E indicar outro episódio desse podcast, o que registra a conversa entre George R. R. Martin e Kim Stanley Robinson (mais sobre KSR aqui). Tem a ver com aspecto desse assunto “bolhas” que dominou este blogue recentemente. Há uma surpresa na fala dos dois de ver a ficção científica ocupando o mainstream da cultura pop contemporânea. Poucas décadas atrás, era uma bolha marginalizada, considerada sem importância.

Então volto a dizer: ninguém sabe em que bolha a inovação cultural mais importante está acontecendo. Fiquei totalmente espantado ao descobrir que, por exemplo, a alt-right “nasceu” numa convenção de fãs de animes… Claro que isso não quer dizer que fãs de animes sejam também fãs da direita, ou que convenções de fãs de animes sejam terrenos férteis para nascimento de grupos de direita. Há de tudo em cada bolha (eu vi o anúncio de um novo carnaval em encontro de cosplayers). Por isso é bom manter as bolhas bem arejadas. E incentivar muitas trocas surpreendentes de informação entre elas.

bolhão

03/03/2018

Visita breve à bolha dos games. Bolhão enorme, bem maior que a bolha metálica de dois posts atrás. A primeira publicação neste blogue, e na minha coluna de cinco anos no Segundo Caderno d’O Globo, foi sobre Will Wright. Tentava abrir caminho para que o jornalismo cultural prestasse mais atenção no trabalhos dos criadores desse novo tipo de arte, com cada vez mais importância estética, comportamental e comercial. Teve pouco efeito. Acho que conto nos dedos os artigos publicados desde então sobre a arte do games nos jornais brasileiros. Qualquer festival de cinema continua a ser coberto com muito mais espaço do que a E3. O que só aumenta o paradoxo: um fenômeno que envolve milhões de pessoas pode ser invisível para o “resto do mundo”, vivendo “isolado” em mundo paralelo. Como já disse: as coisas hoje funcionam assim… Então quem quer se manter informado sobre as novidades dos jogos eletrônicos tem que sair da mídia tradicional e partir para recantos especializados.

Foi o que fiz recentemente. Trago aqui apenas a notícia que mais “capturou minha atenção” (tenho repetido essa expressão para sublinhar que, nesta era de superabundância de bolhas, vivemos numa economia onde o bem mais precioso é a nossa atenção): o game Wattam, depois de anos de espera, vai ser finalmente lançado em breve. Seu criador, Keita Takahashi, é o gênio da vez. Com formação de escultor, trouxe um olhar totalmente original para o mundo dos jogos e da visualidade contemporânea em geral, como comprovam Katamari Damacy e Noby Noby Boy, seus lançamentos anteriores. Não produz games distópicos, violentos, cínicos, escuros. Seus mundos são coloridos e querem produzir o máximo de alegria a cada jogada. Não foi por acaso que recebeu convite para projetar um parque de diversões infantil para cidade britância (Nottingham, terra da National Videogame Foudation), infelizmente não concluído por razões orçamentárias pós crise 2008. Bom lugar para acompanhar os novos caminhos do pensamento alegre e bem concreto de Keita Takahashi, com fotos de coisas que só ele enxerga, é seu (em parceria com sua mulher Asuka Sakai) delicioso site uvula.

Wattam só vai ser lançado por causa da amizade (outro conceito central em suas obras) de Keita Takahashi com Robin Hunicke, sócia (com Martin Middleton) da Funomena, desenvolvedora de games. Trio incrível, juntando o que há de mais especial na história recente dos jogos eletrônicos experimentais. Martin trabalhou na inteligência artificial e programação por trás de flOw e Journey. Robin, que começou sua carreira trabalhando com Will Wright, foi produtora de Journey e é uma das principais ativistas na batalha para haver mais diversidade nas empresas de criação de games. Tudo gente boa, responsável pelo melhor futuro da sua bolha que um dia engolirá todas as outras (estilo The Blob), se é que já não engoliu.

 

bom encontro de bolhas

03/03/2018

Sem comentários: Trio Da Kali, Kronos Quartet e dançarinos incríveis. Para outras informações e muitos links, clique no “show more” dos créditos do vídeo. Para entrar e sair de outras bolhas, leia os posts anteriores e os próximos.

verdade e pureza

11/02/2018

Minha última leitura de 2017 foi “Íon”, de Eurípedes. Conheço pouca coisa sobre tragédias gregas. Vi e li várias, para tentar ter contato mais próximo com aquele pessoal que estava formatando o sistema operacional dos cérebros ocidentais. Ou estava inventando o Ocidente (e a crítica do Ocidente). Mas não me aprofundei em nada. Então posso estar falando enorme bobagem ao identificar em “Íon” uma maneira diferente de ser trágico. Para ser mais ousado na minha ignorância: é talvez a menos trágica da tragédias (e não estou pensando na implicância de Nietzsche contra Eurípedes). Nos anfiteatros da Grécia Antiga, o mais comum era acompanhar trajetórias do ruim para o pior. Deuses e/ou o destino não tinham nenhuma pena de quem estava em cena. Vários raios costumavam cair nas mesmas personagens, sempre dilaceradas por sofrimentos – muitas vezes gratuitos – horripilantes. Em “Íon” esperamos castigos e desastres, mas tudo vai melhorando, melhorando… E o final é até feliz.

Fiquei espantado e curioso. Fui procurar sobre “Íon” na internet. Não há muita coisa. Mas encontrei link me lembrando que várias aulas do penúltimo curso de Michel Foucault no Collège de France foram justamente sobre essa peculiar tragédia. Está tudo publicado no livro “O governo de si e dos outros”. Sua leitura foi uma das minhas misturadas atividades nestas conturbadas primeiras semanas de 2018.

Sempre fiquei maravilhado com essas aulas de Foucault. Privilégio para quem podia acompanhar a evolução de seu pensamento, ali em tempo real. (Hoje seria ainda melhor: o Collège de France disponibiliza todos os seus cursos online, em vários formatos. Antes da internet, o acesso exigia viagem para Paris e a batalha para conseguir lugar numa sala apinhada [a venerável instituição francesa sempre foi adepta dos códigos abertos: qualquer pessoa pode frequentar suas salas de aula]. Muita gente documentava as falas de Foucault em gravadores cassettes, e as fitas circulavam por correio não virtual mundo afora. Tudo era bem mais trabalhoso.) Já ouvi relatos – nunca estive lá – dizendo que o estilo de apresentação era enfadonho, voz “meio metálica”. Era necessária muita atenção para acompanhar o que importava: a aventura das ideias, a paixão por descobertas de pesquisas dos dias anteriores, que nem Foucault sabia onde iam dar (no curso seguinte, e o último de sua vida, publicado em “A coragem da verdade”, encontramos: “gostaria de captar, de tentar mostrar para vocês e mostrar para mim mesmo”… Ou: “mas me deu vontade agora, um tanto excitado com o cinismo no decorrer destas últimas semanas, de propor o seguinte para vocês”… E ainda, de dar nó na garganta, por sabermos agora que ele morreria poucos meses depois desta aula: “são coisas que ainda não analisei, que seria interessante estudar em grupo, em seminário, poder discutir. Não, não tenho condições atualmente – pode ser que venha a ter um dia, talvez nunca – de dar um curso na devida forma sobre esse tema da verdadeira vida”). Bom ter tudo isso transcrito com tanto cuidado e várias notas em livros, que podem ser estudados com toda a calma. (Foucault voltou ao centro do debate intelectual agora por causa da publicação do quarto volume, inacabado, de sua “História da sexualidade”. Virou número especial da “Philosophie magazine” e chamada de capa em muitas outras revistas francesas. Em “L’histoire”, há entrevista com seu editor Pierre Nora que aborda seu veto para publicações póstumas. Sobre os cursos a posição não era tão categórica, apesar de modesta: ali “haveria pistas de trabalho suscetíveis de interessar, mas isso lhe parecia muito trabalho para pouca coisa”. Ainda bem que o muito trabalho foi feito.)

A reflexão sobre “Íon” ocupa cinco aulas, um quarto do curso inteiro. Até Foucault parece surpreso com isso. Ou envergonhado: pede desculpa por falar “tão demoradamente” sobre essa tragédia. Diz ainda: “não demora a deixá-la [a peça] de lado, fiquem sossegados”. E chega a comemorar no final de uma aula: “Pronto, terminamos ‘Íon’.” (Para depois ainda voltar a “Íon” na aula seguinte…) Que ninguém se deixe enganar por esses recursos retóricos: nada aqui é chato. Não vou tentar resumir a leitura de Foucault. Vale a pena todo mundo fazer sua própria leitura dessa leitura, acompanhar a argumentação detalhista, repetitiva para ficar totalmente clara, mas de tirar o fôlego por sua engenhosidade, e pelo prazer evidente que Foucault demonstra ao seguir seu próprio raciocínio. Prazer contagiante. Mas resumo (mais uma ousadia minha, conheço quase nada de filosofia grega ou francesa etc.): a peça é lida como a batalha de Íon para conquistar cidadania plena em Atenas, para estar “na primeira fileira” dos cidadãos atenienses, aqueles que têm “o direito político de exercer em sua cidade a fala franca, que é chamado de ‘parresía'”. “Fala franca” é um “#ProntoFalei”, mas não de forma impensada ou apenas impulsiva. É uma coragem de dizer a verdade, doa a quem doer, inclusive colocando sua própria cara a tapa. E “parresía”, para muitos gregos, rima bem com democracia. Uma não pode viver sem a outra.

A argumentação é complexa. Toda essa preocupação com a verdade em Foucault surpreendeu ou desagradou vários dos seus discípulos (os caminhos de seu pensamento tomavam rumos imprevisíveis – como antes, no curso de 1978-1979, transcrito no livro “O nascimento da biopolítica”, quase que inteiramente dedicado a uma genealogia do neoliberalismo – levando Hayek, Gary Becker ou mesmo Giscard D’Estaing muito a sério -, quando o debate central no mundo intelectual ainda era sobre algo em torno do eurocomunismo… Tudo passou a fazer sentido décadas depois). Importante constatar: Foucault não passou a defender o conceito de uma verdade objetiva. Vários momentos desses e de outros cursos dos últimos anos de sua vida lembram a canção de Marisa Monte: “Verdade, uma ilusão”. Exemplos: em “Íon”, “a verdade não é dita sem trazer com ela uma dimensão, eu diria um duplo de ilusão que é ao mesmo tempo seu acompanhamento necessário, sua condição e sua sombra projetada. Não há dizer-a-verdade sem ilusões” (página 84 da edição da Martins Fontes). Ou em poucas outras palavras: “um dizer-a-verdade que, por um lado, deixa reinar sobre a verdade toda uma parte de ilusão, mas, graças a essa ilusão, instaura a ordem em que a palavra que comanda poderá ser uma palavra de verdade e de justiça, uma palavra livre, uma ‘parresía’.” (p. 136)

Claro: pairando sobre tudo está a sombra de Nietzsche (ver o delicioso “Nietzsche e a verdade”, de Roberto Machado, que ganhou edição revista em 2017, de onde retiro a seguinte afirmação: “Se a arte tem mais valor que a ciência, e é sempre utilizada por Nietzsche como paradigma de sua crítica da verdade, é porque, enquanto a ciência cria uma dicotomia de valores que situa a verdade como valor supremo e desclassifica a aparência, na arte a experiência de verdade se faz indissoluvelmente ligada à beleza, que é uma ilusão, uma mentira, uma aparência.” E palavras de Nietzsche citadas por Roberto Machado: “A verdade é feia: temos a arte a fim de que a verdade não nos mate” ou “deve-se querer até a ilusão – isso é o trágico”.) Mas não ouso entrar nesse terreno complicado, que não domino nem como principiante. Quero pular logo para o momento de “O governo de si e dos outros” que mais chamou minha atenção nessa minha leitura descuidada de verão trepidante. Para Íon ter direito a “parresía” em Antenas, ele precisava provar que era ateniense puro. E aqui aparece algo que talvez me interesse mais do que o “valor da verdade”: o “valor da pureza” e a condenação de qualquer mistura.

Foucault mostra como “desde meados do século V, desde 450-451, uma legislação própria de Atenas […] não reconhecia o direito de cidadania aos filhos nascidos de um pai ateniense, mas de mãe não ateniense.” Mesmo sendo algo recente no tempo de Eurípedes, “seguindo um procedimento habitual nessas reelaborações lendárias, valorizasse essa lei como extremamente antiga”. Então Íon acredita piamente: “o povo autóctone e glorioso de Atenas é puro de toda mistura estrangeira.” No resto desse curso, e no próximo (o de “A coragem da verdade”), mesmo quando deixa Íon em paz, e analisa os argumentos divergentes tanto de Platão (e dos neoplatônicos cristãos) como dos cínicos, Foucault parece não se dar conta (posso estar errado, não li tudo com a devida atenção…) de que a valorização da pureza unifica tudo, para além do valor da verdade (e da vida verdadeira). Talvez os dois valores estejam confundidos (ou misturados): “Primeiro valor da palavra “alethés” (verdadeiro), não apenas o que não é dissimulado, mas o que não recebe nenhuma adição e suplemento, o que não sofre nenhuma mistura com outra coisa além de si mesmo”. “Alethés” é também o reto, o anti-barroco, contra rodeios e dobras, e nesse sentido mais uma vez “se opõe à multiplicidade e à mistura.” Então, mesmo no “escândalo da verdade”, no “teatro visível da verdade” dos cínicos (ou nos corpos dos filósofos cínicos), ou na sua dramaturgia de “pobreza ativa”, encontramos essa valorização de uma “vida sem mistura, da vida pura e autossuficiente”, “da vida independente de tudo”, mesmo que isso signifique feiura ou humilhação (e, no extremo, escravidão).

Estou, desde o início, rodeando quatro páginas de “A coragem da verdade” (de 163 a 166), o momento em que Foucault fala (e avisa: “Desculpem esses sobrevoos, são anotações, é trabalho possível”) – bem adequado para o dia de hoje – em tempos de folia nas ruas (não sei se esse tema aparece em outros de seus livros e cursos – li também o “Impressões de Michel Foucault”, que Roberto Machado lançou no ano passado, com vários trechos descrevendo as viagens de Foucault pelo Brasil – ali nada deixa transparecer um interesse especial pelo lado carnavalesco da vida brasileira…). O carnaval é visto como um veículo do “escândalo da verdade” no mundo medieval e cristão estudado por Bakhtin. O que desemboca na identificação do “problema das relações entre a festa e a vida cínica (a vida no estado nu, a vida violenta, a vida que escandalosamente manifesta a verdade).” Isso para pular rapidinho para o esboço de uma teoria da arte moderna como antiplatonismo, com sua “verdade bárbara” e sua “coragem de assumir o risco de ferir”.

E isso porque, na aula, Foucault pulou trecho do manuscrito (havia sempre um manuscrito como base para todas as aulas) que poderia servir de base para outro curso, talvez sobre o niilismo, tentando dar respostas para a seguinte pergunta: “qual a vida necessária a partir do momento em que a verdade não seria necessária?” Ou: “se nada é verdadeiro, como viver?” Foucault ensaia uma pista: “o cinismo não para de lembrar o seguinte: que muito pouca verdade é indispensável para quem quer viver verdadeiramente e que muito pouca vida é necessária quando se é verdadeiramente apegado à verdade.” Mas eu, metido, acrescento outra pergunta: essa vida verdadeira, da verdade pouca, tem que ser necessariamente uma vida pura, sem mistura? Que festa ou carnaval é possível sem mistura, sem rodeios e dobras? Festa pobre e reta, anti-Joãzinho-Trinta?

Se numa outra encarnação eu nascer erudito uma das minhas tarefas será produzir essa genealogia da pureza. Teria que citar aquele início das “Metamorfoses” de Ovídio onde imperam “as sementes discordantes de coisas desconexas”. Tempos primordiais onde “num mesmo corpo o frio guerreava o quente, o úmido lutava com o seco, o mole com o duro, o peso com a ausência de peso” – ou seja: estava tudo misturado. Foi preciso que divindade ou natureza mais benigna (para Ovídio) separasse as coisas para que o mundo existisse. E esse horror ao misturado, essa valorização da pureza, foi parar na Segunda Lei da Termodinâmica, segundo a qual sistemas misturados não produzem nada de interessante, e que mesmo informação precisa separar alhos e bugalhos para ser útil.

Contra tudo isso, teria que construir altar para o Eros de Diotima (descrito por Sócrates naquele estranhíssimo “Banquete” de Platão), um dos poucos seres misturados-híbridos-mestiços com real importância na história do pensamento ocidental, filho da Pobreza e do Recurso (sim havia uma mendiga chamada Pobreza e um cara chamado Recurso, esse por sinal filho da Prudência), ao mesmo tempo mortal e imortal, sempre “entre” todas as coisas.

Ou, se a necessidade do puro for condição para nosso pensamento demasiadamente humano, teria que construir uma inteligência artificial que conseguisse pensar de outra forma, fora da ordem (pois não precisa operar a partir de nenhuma ordenação) e capaz de processar um outro tipo de informação misturada que nem conseguimos imaginar qual seria ou como seria possível…


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